segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Palavra


Palavra tem seu sentido
Mas, não só o de ser palavra
É como se tivesse nascido
De um pescador com o som do infinito
cansado do silêncio da sua jangada

É como números
que somados tem significação
É como ásperos
momentos de pura contestação

Quando autoritária
é uma arma para o seu detentor
Quando involuntária
Traz verdade e se impõe do jeito q for

A palavra transforma-se e cria
A/na mente de seu inventor
Traz dor, romance e alegria
quando solta resplandece e contagia
Faz do seu dono o seu senhor.


~* Tai Gomes * ~


Obs: Apenas o texto é de autoria minha, a imagem postada é de artista desconhecido.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Aquela menina

Bacana Bacana
Cabana de lá
Você me encontrar
escondido de cá

Me perde me encontra
Me sorri , me aponta
Não sabes menina
que eu quero te amar

Inocente não sente
a minha maldade
leveza na mente
transborda verdade

Não sabe, não cabe
Nas minhas palvaras
Beleza divina
não veres menina
que eu quero te amar

Mas vou na surdina
com a lua encontrar
a minha menina
que irei sempre
me apaixonar

~* Tai Gomes * ~

Obs: Apenas o texto é de autoria minha, a imagem postada é de artista desconhecido.

sábado, 7 de maio de 2011

Uma noitada

O que eu pretendo com você
é nada mais que um momento
nada que eu venha a ter lamento
de repudiar o teu prazer

Pode aparecer sem medo
E desejar estar comigo
Sem pensar em algum castigo
pode fugir depois bem cedo!

Beije-me por um segundo
desfaz o que tenho em mente
se doe como presente
me ganhe como se fosse o mundo

Pelos meus olhos me veja
não se culpe por mais nada
me dance como uma levada
sinta meu gosto e nele esteja

Quando se for esteja certo
Não marque sua caminhada
Deixe o destino ser como jangada
e saberei quando estiveres perto.

~* Tai Gomes * ~


quinta-feira, 28 de abril de 2011

O abandono

Ao menos uma vez me encontre
nem que seja para de longe te olhar
e mesmo que a ferida sangre
não te percebes o sabor de me abandonar?

Tu pensas que gosto do gosto
de não ter seu cheiro comigo
o sofrimento foi-me imposto
e a distancia tornou-se um castigo

Minhas palavras ficaram soltas
me deixaste sem explicação
minhas pernas desnudas e envoltas
sem caminho e ao menos um chão

Te aviso meu caro colega
és a falta que rege minha vida
nenhum anel o meu dedo se apega
esperando voltares da partida

~ * Tai Gomes * ~

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Singela beleza

Minhas asas são do amor
me levitam, e trazem a luz
nos horizontes me perco
de carinho eu me cerco
escondida em um capuz

Não verás meus livres olhos
quem não possui generoso interior
Farás de muito tão pouco
Desnorteado feito um louco
Sem ter imposto algum valor

É verdade que és petulante
Não me aborda esse sentimento
Precisas viver no caminho
Não podes tecer sozinho
Compartilhas teu momento

Mas a ti escrevo a coragem
De um velho amigo escritor
Não tem nada que lhe caiba
Não tem nada que eu saiba
De mais belo que o amor

~* Tai Gomes * ~

domingo, 30 de janeiro de 2011

Vítreo

reluzem teus olhares
ao encontrar com os meus
que se tanto parecem
que se tanto conhecem
mas reagem desse jeito
como se algum defeito
os mudassem de lugares
e dissessem-me adeuS

o que pensas de mim?
preso neste vítreo-muro
imitando o meu viver
sem saber o que fazer
percebendo os meus passos
balançando-se com meus braços
sem saber qual é o fim
deste sobrevir escurO

Forjar os teus gestos
pode parecer inteligível
mas te acompanhar de perto
tornou-me menos esperto
me criei em seu cativeiro
privo-me o tempo inteiro
faço-te mil protestos
porque sois imprevisível

És livre e impaciente
pois não parece concordar
com meus diferentes pensamentos
tornando meus os seus momentos
sem entender sua intenção
ando sempre em contramão
como ilusão permanente
sou você para contrariar

-- Tai Gomes em parceria com Isaque Bressy

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

o Cheiro do amor

As vezes a gente não sabe
que cheiro tem o amor
As vezes ele nem cabe
Em verso de algum escritor

Pode ter cheiro de mar
Sendo infinito e profundo
Pode ter cheiro de luar
Deslumbrante e visível ao mundo

Pode ser um cheiro infalível
daqueles que ficam no ar
Poder ser um cheiro quase invisível
Mas deixa o rastro onde passar

Só sei que o amor tem cheiro de amar
Sentimos, choramos e sorrimos
Sabemos que é bom que nem beijar
Imploramos, gritamos e exigimos


Procurei por todo odor
Mas enfim eu descobri
que o perfume do amor
É o seu cheiro dentro de mim

~* Tai Gomes * ~

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sou de mim

"Tenho que ser para sempre de mim
Afinal, o que seria se não fosse assim?

Quero em mim o som da natureza
A sabedoria e a singela firmeza
quem sabe um pouquinho de beleza
mas o recheio, entupido de amor

Gosto da certeza e da expressão
Da verdade e não da ilusão
Me tenho e não posso me perder
Seria possível isso acontecer?

Posso a mim fazer imposição
Me restringir de coisas e me dizer não
Posso seguir em frente e decidir por mim
Assumir as conseqüências que estão por vir

De mim posso cobrar
Me bater, e até julgar
Eu sou dona de mim
Faço comigo o que tiver a fim

Por isso sou minha pra sempre
decidi isso para que eu me lembre
que me amando posso amar o outro
senti-lo valioso mais que ouro

Cuido de mim
E me guardo em um jardim
e se você me regar
perfumes e cores vou te entregar"


~* Tai Gomes ~*





quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Versejar

"Quero de novo essa vontade
De em tudo ver novidade
Declamar a felicidade
que eu sinto dentro de mim

Quero de novo essa agonia
De misturar o real com fantasia
Entre a tristeza e a alegria
Contando tudo o que eu senti

Quero de novo nos versos flutuar
Descrever o que me faz amar
Falar de tudo sem pestanejar
Cantar feliz feito um colibri

Quero de novo comparecer
Chegar ao ponto de endoidecer
No fim pensar até em morrer
Para nos seus braços me cobrir"

~ * Tai Gomes * ~






quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O verdadeiro valor

Helena era um mulher muito bonita. Vivia se maquiando, passando perfumes, vestindo longos vestidos e saltos de invejar. Tinha um marido. Uma casa com móveis caros, um carro luxuoso e um jardim com todas as mais lindas flores do mundo.
Helena não se importava com o que tinha, passava a maior parte do tempo reclamando da vida, dos seus pertences, e do que pensara em ter.
De manha não acordava o marido com um beijo sequer, resmungava seu ronco, sua barriga que crescera com os anos, e sua mania de querer dormir abraçado com ela.
Marido via Helena como uma princesa, trabalhava como um condenado para dar-lhe conforto e felicidade.
A bela moça, sempre mudava os móveis de sua casa, julgando-os fora de moda e sem brilho. Ofendia o jardineiro, desprezava as faxineiras e cozinheiras, e exaltava sua existência para menosprezar a quem não a agradava. Nada a satisfazia.
Um dia, Marido não amanheceu com Helena.
O jardineiro não foi regar as flores.
As cozinheiras não levaram seu café
As faxineiras não arrumaram sua cama

Haviam se cansado de Helena.

Marido encontrou uma moça que se importasse com ele, e trabalhasse junto a ele para construir tudo a gosto dos dois, compartilhando carinho, sabedoria e companheirismo.
O jardineiro ganhou prazer com as flores do vizinho, e criou o mais lindo jardim do mundo para ele.
As cozinheiras e faxineiras encontraram admiração e respeito em outras casas por seu bom trabalho.

Helena ficou só

Quando percebeu o que fez, já estava só. Divorciada, sem amigos, e cheia de rugas.
Colheu o que plantou, teve o bom e não aproveitou.
Aprendeu a dar valor.


~ * Tai Gomes * ~